Seria cômico se não fosse trágico. O blog de notícias Wired News publicou há algum tempo uma notícia que eu acabei encontrando por acaso. Uma pobre e inocente mulher acionou a policia, na Bélgica, que por sua vez iniciou uma investigação, pois a vítima havia sido estuprada, seviciada, currada, barbarizada.

Isso mesmo. Fizeram mal à moça. No Second Life.

O curioso é que a polícia belga realmente abriu um inquérito para apurar o caso. Isso gerou um grande movimento nos fórums que tratam sobre o Second Life, onde usuários do mundo inteiro comentam sobre a legalidade de um “Virtual Rape” ou “Estupro Virtual”.

O “ato” é consumado através de scripts – sequencia de comandos em linguagem de programação que executam uma determinada tarefa. Segundo a vítima, não houve como ela reagir, sendo forçada pelo “agressor” praticar sexo in-game contra a sua vontade.

Fico a imaginar quantas e quantas vítimas de estupro real não dariam tudo para estar no lugar desta cidadã belga. Imagine quantas vítimas não gostariam de ter uma opção de “Logout” ou “Ignore User” quando se depararam com uma situação de estupro real.

Acho que algumas pessoas deveriam passar por avaliação psicológica antes de pensarem em jogar RPG. Muitos simplesmente não tem a capacidade de separarem o real do virtual, e quando menos esperam vivem mais suas vidas virtuais. Pior que isso, suas vidas no mundo real passam a existir apenas em função daquilo que vivem no mundo virtual, quando o mundo virtual deveria ser apenas uma forma de entretenimento e estudo.

Leia a notícia do Virtual Rape no Wired News.